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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2005

MANTO DE ASAS





MANTO DE ASAS


[…]




Centelha etérea, qual rubi, disforme pureza, brilhante e por vezes opaco. Elemento penetrante… eterno princípio donde ele emana, chama que começa e nunca acaba.

Entidade de interacção incorpórea que preexiste e sobrevive a tudo, clarão da eternidade. Ocupa infinitamente espaços indefinidos, escoltam presenças assíduas, observam o lado que é zona intercalada, actuam sobre a vontade sem o entrever. São núcleos instintivos, instrumentos que a Nume cuida, para albergar desígnios missionários Providenciais.

Percorrem lugares na rapidez do pensamento embora a alma seja quem clarifica, e a inteligência superior atributo. Atravessam o ar, a terra, as águas e até o fogo lhes é acessível; não há matéria que impeça de ir onde querem nem desumanidades, nem céus
desertos.

Seu corpo, perispírito… é uma substância vaporosa para os olhos, se eleva na atmosfera para lugares impossíveis. Envoltório, ser imaterial, fluído universal que é retirado de cada globo, única forma visível passando de um mundo para outro… sendo pelo destino, na sua obrigação, o parente humanoide mais próximo.
















domingo, 23 de janeiro de 2005

GÉNESE ESPÍRITA








GÉNESE ESPÍRITA




Há encontros humanamente cósmicos que dependem da perfeição ou então… da imperfeição dos grãos espalhados na areia que antes de serem rochas de várias
espécies se tornaram partículas do Universo e implodiram noutros lugares como este…

Vieram incrustados como células dentre as cidades e o mar, e nos tornaram espíritos
na Pedra, vagueando como os sem abrigo na Terra, errantes, sem telhados de vidro, luminosos espelhos do estrelecer… chamas da vida, algures noutras formas de ser humanidade, extra gente não terrena, novas formas de ser - acasos do amanhecer.

Sei que nos rodeiam, vivem de humanos vividos, somos iguais, insanos no espírito…
mas para ser sincero, nunca me preocupo com assuntos deste género… só lhes dou as importâncias que têm no momento.
Como tudo na vida - um a seguir ao outro como a noite e o dia, um segundo luzente ou um século morto, um dia a menos ou a mais do ente, Eterno viver amorfo com cheiro a mofo, do pó secular eternamente, se desvanece em nuvens de imagens longínquas...













quarta-feira, 29 de dezembro de 2004

AMAR-TE COMO UM DEUS AMIGO






AMAR-TE COMO 
UM DEUS AMIGO



Sensibilidade que não desminta
ou parecença que não vai aqui…
o que vai dentro do sinto em mim
é semelhança de ti que nunca desdiga

É não poder que possa adquiri-lo …

/Amar-te como um Deus amigo/

É tristeza que vai mistura no meu
do olhar viciado com modorra ao teu.

É uma dor que tem um título
de algo que é duma vida inteira
que arde em qualquer sitio…
mesmo que eu não queira.

Como eu gostava de dizer: Amor!
Pregando aos sete ventos: Amo-te!

Paixão e delírio em furor
com a voz embargada de emoção
abraçar-te com uma e outra mão!

Beijar-te eternamente, dando-me.