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sexta-feira, 22 de junho de 2007

ESTRELA







ESTRELA





Ao pensar em ti …

Estendo a mão,
abro-te a porta da alma
saída do ego natural
atrás do sabor vida.

Ao pensar em ti …

Vejo que estás aí
qualquer outra,
importante demais
em qualquer parte do mundo,
parte de nós aqui.

Ao pensar em ti …

Vejo que fazes dentro
parte de mim,
ès qualquer coisa…
não uma qualquer, claro!

Uma coisa importante
demais assim.














segunda-feira, 7 de maio de 2007

O POETA BORRACHÃO








O POETA BORRACHÃO




Aquele corpo oscila entre o erecto e o vacilante… avança, pára dançante, se inclina.…
fazendo vénia ao Deus Baco, fala como quem quer sorver… vacila para tentar compreender, mas o cérebro delira como quem sonha acordado.

De pé, procura a dignidade… /Sai um arroto com densidade/.
Empertigando o dedo… jura que são ilusões alcoólicas, sonhos de bebedolas, e tanta sede de sonhar bêbedo. Sem mentir, encharcado no soro da verdade, canta a missa do galo…
embebedando as palavras, desperta.
Não sabendo fingir de tanta sinceridade… nem querendo ser malcriado recitando, não deixa de ser poeta. Feliz no aturdir, lá vai a cair na saudade o poeta borrachão com soluços no coração.

Lágrimas em pingas submerso solta quadras às avessas. De tanto trocar o verso… jura, benze-se… tropeça. Entorpece o borrachão poeta de cara virada para as estrelas… sorri àquela lua tão bela.

Seu último olhar é p’ro Universo, feliz daquelas formas imensas.
Ainda solta um último verso decadente… seu corpo acolhe o lençol da noite de verão. Contente,  devaneia o poeta borrachão… e adormece sonhando com as estrelas.













quarta-feira, 18 de abril de 2007

FALAR NO PRETÉRITO








FALAR NO PRETÉRITO







Atrás… ido viver, vão arcaico
imagem que chama,
despertar lembrança,
nítido presente no passado?
Não é tempo d'outrora…
d’hoje se vê, é de agora.

O presente é tempo d’existir,
ontem real amanhã, sempre.
É o passado do futuro, por vir,
o esperado antigo, existente.

É o mundo!
Todos nós humanos
todo o mundo é tudo!
Seres que em nós amamos.

O que somos?
Nascidos da dor,
todos nós fomos
p’ra viver  do amor.

Circular gasto
p’ra haver difuso
repetida mente…
amanhã o presente é passado,
e o passado será o único futuro,
que nos resta para viver o presente.