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quarta-feira, 14 de outubro de 2009

MEU NOME É... PEPE



 
Olá.
Meu cabelo é castanho-escuro, meus olhos são vivos, um rosto agradável, gosto de chorar rindo, e do sabor da Pepsi-Cola por ser famosa, é como se fosse um parente rico; além de ser um rapaz simpático e muito falador, gosto de dar beijinhos de boas vindas,
às meninas de quem tenho desejos de uma boa amizade, e sou danado para a brincadeira ao pregar partidas aos amigos.

Há quem diga, que sou amistoso para os amigáveis, que sentem como eu, que é bom não esconder o que é rir ao chorar e não gosto de travar o bater do coração ao amar, aí ninguém me pára, sou um vulcão.
É com sentido que sinto quando bate com sensação o sentimento da mente com o sentir da alma.

É que eu sou um romântico inveterado; sonho com o amor da minha vida, sentado numa esplanada, debaixo de um guarda-sol numa tarde quente de verão; ela com os cabelos soltos ao vento, rindo com aqueles dentes alvos e apaixonada, quando pego no copo de refresco e lhe meto a palhinha na boca… enquanto vemos cinema ao ar livre, o filme:
 “E Tudo O Vento Levou”…

Ela bebe com soluços nos olhos, e eu a tremer limpo, levo lenços aos molhos, espremo aquilo… enxugo, e choramos os dois juntos num mar de lágrimas.
Eu dou-lhe uma flor, e ela beija-me com palavras, devora-me com amor. 


 
«… Espera Vítor, quero ver se fico bem na fotografia».
Disse o Pepe interrompendo-me.
Mais a meio, perto do final da mesa, vi a Alexandra pelo canto do olho disparar o flash… ainda estava de ladecos e assim fiquei na foto.

O meu amigo Pepe, vocês não sabem, mas ele canta muito bem.
Oiço-o às vezes no balneário quando aquilo está um pouco mais sossegado.
Não sei se ele andava a treinar, mas na altura havia inscrições para os Ídolos…

E naquela noite de convívio, já com o ambiente um pouco quentinho com os vapores do abafado, martinis e tintol, aquilo parecia mais um paiol… do que uma sala de jantar…

O Pepe enfrentou a câmara com aquele olhar dominador, todo inchado que nem um peru. Tinha o papo cheio mas não era de aguardente, e por entre um arroto de desabafo, parece que o ouvi a murmurar… «… Desta vez é que arrebento com o retrato!». Não sei bem… se era ele a suspirar ou eu a delirar com os sons do álcool que vinham dum lado qualquer, e ainda não haviam passado…

Meu nome é… Pepe.
























terça-feira, 22 de setembro de 2009

MEU NOME É... DARLENE


 
Olá.
Sou extremamente querida, de olhos miúdos e profundos como o Oceano, e um rosto tão bonito que não me canso de olhar para ele, não é que seja narcisista, mas sou muita senhora do meu narizinho, dos badanas tudo em ponto pequenino, trigueira e cabelos negros, puros como uma virgem… sensual e linda como uma deusa do céu.

Tenho um falar doce como o mel das abelhas, pica um bocadinho quando o nariz empina, e sou um ser que todo o ser gostava de ter como companheira na alegria e na tristeza, na saúde e na doença… Estou muito bem casada, mas entendem o meu ponto de vista?

Recuso que alguém diga, que não sou bonita, com todinho no sítio, que não sou uma pessoa maravilhosa de voz melodiosa, porque o meu amor tem significado… Gosto do meu Adão e sou fiel na vida e na morte, não existe a Eva do pecado…sou todinha do Senhor, gosto dos passarinhos e do chilrear da natureza, do luar a bater nas ondas do mar, da Terra a girar e das estrelas que me fazem sonhar… e tenho saudades, muitas saudades! … Do outro lado do mar.


 
Que fronte bela meu Deus!
Se eleva como uma pirâmide, até aos cabelos seus, entre as sobrancelhas e aqueles trâmites…
E aquelas orelhinhas com aquele narizinho de orifícios e uns brincos nos ouvidos tudo tão pequerrucho, que me causa soluços e pele de galinha… 

Como é possível, de partículas ínfimas, coisas tão pequeninas?
Belas e límpidas como o asterisco, cujo céu é o infinito, esses olhos tão pequeninos como corpúsculos, círculos de olhar indefinido, são como os deuses do Olimpo…

Lá no firmamento, à espera de contemplar pontinhos luzentes como sentimentos tracejados, mensagens rendilhadas com desenhos imprevistos, numa vista para a janela circundante, que é o mar dentro do oceano a contemplar dentro desse olhar, tudo redondinho, no lugar, segundo beleza infinita, como Deus a pôs no Mundo.

Como é belo o Paraíso! E aqueles olhos… Deus, que bonitos!

Meu nome… é Darlene.















quarta-feira, 19 de agosto de 2009

MEU NOME É... CARMO


Olá.
Tenho umas sobrancelhas bem desenhadas, uma boca bonita num rosto agradável, uns cabelos soltos lindos e um sorriso do tamanho do mundo. Sou uma pessoa alegre, gosto muito de brincar, e se contagiar todos os que me rodeiam – melhor.

Tenho uma particularidade – gosto de rir a bom rir, e não é um escape.

Como uma artista do musical, canto como uma cançonetista de voz compenetrada, concentro-me na letra, e entoo aqueles sons bonitos do fado.
 Logo aí represento, e sinto o palco como uma humorista, que inventa uma graça e que até tem muita piada, para em seguida viver na 3ª fase…

A alegria com que eu enfrento a vida, cativa todos os olhares, todo mundo ri, como se eu lhes tivesse dado, a receita sobre os segredos da humanidade… e descoberto a fórmula da felicidade.

É que eu sou assim e não posso mudar, porque se o fizer… deixarei de ter o brilho das estrelas no sorriso, nunca mais vou poder adormecer com as cores do meu arco-íris, não poderei sonhar eternamente com o meu sorriso de alegria como uma criança… ficarei triste se o contentamento desaparecer, e então… nunca mais vou poder vos amar.




 
Vocês já viram assim uns cabelos negros, selvagens e elegantes como a pureza da natureza, aquela raça numa fronte radiosa com aquele olhar e aquela pose?

Que coisa mais linda!
 Aquele à-vontade duma rainha, de olhos belos como luas… pujante e magnânima, como só ela sabe ser, viva, incrivelmente felina e amante da vida.

À noitada, ouve-se um uivo dum lobisomem a correr nas ruas, é noite de lua cheia, vêm trevas do amor…
Mas ela, com olhos duros e belos, aqueles braços que encantam e ao mesmo tempo espantam… males que passam despercebidos na escuridão, fogem dela com terror, e até se ajoelham e lhe beijam a mão.

Soberana do seu nariz, é graciosa quanto baste, umas faces coradas como a cor das rosas ou não fosse ela uma flor de pétalas floridas mais linda que as roseiras, em noites de lua cheia, que mulher não daria… Para ser como ela, apaixonada e bela.

Meu nome… é Carmo.






;
PARA TI CARMO
*

Obrigado
Por seres quem és
E da forma que és.

Porque quem és
Só podes ser tu…

 E da forma que és
Tu és quem
Não pode ser como tu.

Tu és o que todo mundo
Gostava de ser
E ser como és,
 Tu sim!

És surpreendente.

És um ser espectacular!
És um ser compreensivo
És uma essência pura

Uma mistura de amar
E de um amor sentido.

És quem…
Eu gostava de ser

Ser quem és
Da forma que és
Ser como tu és

Ser teu amigo.














quarta-feira, 29 de julho de 2009

MEU NOME É... BETA










Olá.
Tenho uns cabelos bonitos, com caracóis que parecem conchas mágicas do mar, uns olhos semi-escondidos, muito lindos, que escondem céus de paraísos irreais a transbordar; um nariz sublime, inspiração de grandiosos poetas e escritores, que publicaram inúmeros livros sobre meu perfil, e choveram elogios com milhões de palavras… disseram eles ser, uma deusa da Terra amada.

Uns lábios finíssimos de uma elegância protuberante e singela beleza, que enlouqueceram deuses por não poderem beijá-los, e uns dentinhos que não são de leitinho… mas de uma perfeição celestial, que todos os anjos do Universo juraram ser da Virgem Maria… e os homens com maus instintos rasgaram da Bíblia.

Tenho um rosto que Deus me deu com todos os predicados, belo como a luz da natureza reluzente, que todas as mulheres fazem plásticas para me imitar, debalde com grande fracasso, as peles ficam todas esticadas, e não conseguem usar os traços simples da arte, da forma como eu fui criada, com tons de azuis celestes, uma mistura das feições angelicais, pura, impossível de copiar.

E quando dou um passo? Estendem-me nuvens de algodão… como tapete, para eu poder passar. Dizem vozes lá dos céus, que mulher é aquela?
Nunca viram caminhar mulher tão bela… e milhares de trompas ao redor das orbes, anunciam a minha chegada, onde quer que eu passe, em sinal da paz no mundo e do meu amor profundo, pelo amor que Deus me deu, poder amar com tanta sorte, ser feliz com tanto amor, e o poder que há Nele ser enorme.



 
Já olharam bem para essa foto?

É mesmo de ficar sem palavras, balbuciando có… ró, có, có…
Nunca vi ninguém tão bonito na Terra, com um sorriso de marfim numa qualquer serra…

E uns lábios sangue da vida na sua cor, queixo bonito com maçãs Eva do amor, redondinhas e carnudas como uvas doces, o nariz perfeito, tal e qual os deuses desenharam… ou não fosse… um cabelo, que na falta duma fita na frente, era a índia mais linda, da América para sempre.

Uma fronte de respeito, onde só um deus pode dar um beijo… e uns olhos encantadores, que fazem sorrir o mundo de amores, como dois corações juntos, cheios de alegria.

Que querem que eu diga mais desta vida? Alguém tem mais alguma coisa a dizer? Pois é… é linda de morrer!

Meu nome é… Beta.















terça-feira, 16 de junho de 2009

MEU NOME É... EMILIA






Olá.
Sou uma pessoa engraçada, gosto de conversar e sou bem-disposta por natureza.

Quando passo, meus passos são divertidos, ainda não acabei de dar outro e sinto os dedos do pé a rir… de contente.

Eu acho graça a tudo, e até ao que não tem, eu própria arranjo maneira de ela sair aos saltos, em soluços e alguns engasgos de tanto rir e fazer gargalhar.
Eu sou assim.

Dizem, que quando vim a este mundo, vi passar o Chaplin com aquele andar desajeitado e aquela bengala que ele usava como arma para bater nas avenidas, e andar tão elegante com aquelas barbatanas que eram aqueles sapatos… era tão vaidoso que ao olhar para trás… ao dar um passo dos meus – zás!
Caiu num buraco.
Aquilo é que eu me ria.

Por isso se vocês estiverem a olhar para mim, e o vosso semblante denotar seriedade, não pensem que estou a fazer troça… é que, quanto mais sério estiverem, mais vontade me dá de rir… sabem, é que eu vejo em vós… o rosto do Charles desapontado, quando cai no buraco.
Não sejam tão sérios, acompanhem-me, riam-se… comigo.







Pelas feições do rosto, ao abrir o livro do amor… ficou desapontada?
Eu e todos que a conhecem, nunca a viram tão séria, não acham estranho, aquela cara vincada?
Que estaria lá escrito?
Algum ramo que falta lá no seu jardim, onde antes era uma flor?

Quem a conhece, sabe que é uma mulher simples e adorável, mas agora que a vejo parece ter um ar aflito, embora esteja sentada e seja incansável, está bonita com aquele ar de bebé mimada; e embora esteja muito bem no retrato, há ali qualquer coisa que falta…

Aquele esgar, transformado num sorriso de uma ponta a outra… começo achar que parecem as ondas a saltar no mar, mais a condizer com o ser em questão.

Depois, abrir o som musicado da sua voz, a querer dizer que é o amor que tem no coração, e o sorriso, a alma simples e pura da sua graça, ao som de uma espontânea gargalhada.

Meu nome é… Emília.















terça-feira, 26 de maio de 2009

MEU NOME É... LUIS


 
Olá.
Sou um rapaz com um falar influente, tenho um bom repertório, toda a gente me dá atenção, dou realce aos pronomes e adjectivos, e se por acaso ninguém entende, eu emprego verbos e substantivos e se pelo meio falta uma palavra, penso uns segundos murmurando…

E sai-me tudo seguido como um fado num canto.

Tenho um aspecto robusto e saudável e não tenho problemas com o garfo e a mão. Aliás, quando passo na rua à tardinha, há mulheres que não resistem e até gostavam para lá do olhar do rosto, sentir o meu bojo e o bater do meu coração por entre um prato, uns copos e umas dicas…

É como dizer:
 «Estou nas minhas sete quintas!».

E falar com a “emoção” a tremer:
«Caía que nem ginjas!».


 
Palavras para quê?
Acordem mulheres!
Vocês às vezes não se juntam num dia qualquer do ano, depois de um bom jantar mano a mano, com uma boa garrafa de néctar, assistir a um desfile másculo, vibrando por entre assobios, aplausos e um cigarro cúmplice, e despirem com os olhos, a natureza do vosso príncipe?

Pois está aí um desses rapazes, que é modelo nato.
 Já viram aquela posição, o perfil visto daquele lado?

No próximo jantar, não se esqueçam, vai ser fixe…
 É pô-lo em cima da mesa a fazer striptease.

Naquela atitude e jeito, não acham… está à espera que vocês lhe façam o pedido, aquela quietude de camisa aberta no peito com olhar masculino?

Meu nome é… Luís.















terça-feira, 28 de abril de 2009

MEU NOME É... SANDRA




Olá.
Tenho uns olhos bem bonitos, fazem lembrar a cor das azeitonas nas oliveiras; um rosto corado pelas boas cores que emana, um sorriso que encanta e acolhe quem dele participa, minha voz quente e simples de mulher querida.

 Sou de um discernimento acima da média, mulher que desperta para a vida, tendo os olhos como sinal tecnológico, um radar que o encéfalo capta e o sinal intermitente, por ondas e vasos sanguíneos… que do coração ao cérebro não tem nada que enganar – é mesmo inteligente.

Sou sossegada e participativa, e quando encontro alguém, acho interessante, é sempre uma pessoa distinta, uma nova maneira de ser, diferente.

Participar, é dar um pouco de nós, compreender a outra parte, não ser redutor e influenciável por outras vozes, quando somos a outra parte e a outra metade de nós, somos autónomos, pensamos pela nossa cabeça, somos com certeza uma pessoa melhor, com princípios que uma pessoa de bem deve ter, caminhando, amar sorrindo.







Como eu costumo dizer, palavras para quê?

Com um sorriso do tamanho do mundo, e um rosto afogueado pelo calor que irradia, é com certeza um rosto duma mulher bonita, um coração que incendeia a chama na sua vinda, abraça a Terra com um sorriso, e gosta da ciência, apaixonada pelas coisas da existência… que mulher linda!

Aqueles olhos são favos de mel, doces de amor, presentes para o seu amado… pintados num rosto belo… com um pincel.
Há homens com sorte, que diabo!
Não sabem dar o devido valor, acordam naquele sobressalto… quando olham para o lado, não está… se ela for… também vou para lá…

Vêem a falta que aqueles olhos fazem?
A alegria daquelas faces?

 O sentir-se sozinho é estar na outra margem, sentir falta daquelas partes… Alma gémea, companheira dos seus passos, na morte e na vida efémera, feita daqueles traços…

Meu nome é… Sandra.