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terça-feira, 29 de novembro de 2011

DE SARAMAGO E DOS CIENTISTAS - "CRIAÇÃO"







DE SARAMAGO
E DOS CIENTISTAS


"CRIAÇÃO"


  
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(De Saramago)

Deus é um sentimento humano, ou seja, criação dos homens e mulheres que habitam o planeta.
Agora o uso que se faz desta “criação” é que é um absurdo. Com certeza, o mundo seria muito melhor sem estas imposições mentirosas com propósitos escusos.


1º VÍTOR A SARAMAGO

Não basta o sentimento de homens e mulheres, há a evidência dos espaços qualqueres … olhares infinitos que se perdem em brilhos esquisitos, de sois iluminando planetas parecidos com estrelas… as bolas de massa espalhadas como argolas nos sistemas, a perfeição dos mundos
com o toque de luz que é isto tudo. . . e não um senão apenas.




*



(Dos cientistas)

Há uma intenção na criação do Universo?
Muitos cientistas acham que sim.
A mente humana talvez contenha mais mistérios que o próprio Universo.



2º VÍTOR AOS CIENTISTAS

Se Deus é o mistério de tudo o que vive, e até da rocha que transforma a flor num jardim, o maior segredo será da existência da gente, com essa massa que é o prodígio da mente, onde nada é o imenso que o intelecto alcança, só possível à raça humana.


Ser cientista não é saber achar,
concluir que as estrelas se podem amar…
Melhor seria, terem a certeza de tudo…!
Mas que finito, aborrecido, seria o mundo.















quinta-feira, 27 de outubro de 2011

A MÃO ABSTRACTA









A MÃO ABSTRACTA





Com o polegar, se abraça o indicador e o médio, capacidade de tocar o mínimo e o anelar, maravilhosas extensões de assédio que não conseguem ficar madraças, tal o vício do toque inquietas, impossível ficar paradas…

São o sentimento dos poetas, e a mão amada com versos… os dedos, pergaminhos e desenhos de arquitecto que tornam belas as terras.

Os lindos dedos de mulher com anéis e pulseira que adornam carinhos de mãe, eternas amantes como Deus quer, fiéis de alma inteira como companheiras de bem.

As mãos que transformam a arte em fama, que nos fazem sentir a beleza com amor, amar com chama e sem dor, ou matar na guerra!
Viver com ódio assassino!

Matar maligno, cujos desígnios são do profundo inferno da terra… os dedos cheios de ouro calçados com finas luvas e de gestos efeminados, segurando a bengala prateada forrada com couro e terminada em calços dourados.
A mão que nada usa de unhas negras e calejadas, e anda de mão estendida querendo enganar a pobreza e a fome na miséria duns cobres, triste vida e almas sem nada.

A Mão Abstracta - mago do cosmos, chega na hora exacta… parece magia.

Uma pintura de Picasso com traços tortos e o decifrar misterioso do enigma, dão àquele punho o carimbo do artista…

Traça uma mancha preta imensa, tão negra que parece não ter fim de tão densa, com cubismos brancos e um rasto de tinta aos solavancos, cria um espaço que mete medo…

Umas formas redondinhas como sistema, um azul do planeta e uma cor laranja solar estorricado pelo segredo…

Sobressai um azul mar e um azul luar ao aumentar o azulado, dá a luz incidindo na criatura e logo outros traços arrebatados trazem espécies aos saltos com pintinhas como luas…

Naquele borrão dos dedos e unhas… inventa um Deus no cimo com uma cara… põe-lhe um título de gesso a descoberto… escreve A Mão Abstracta – Universo.