Seguidores

terça-feira, 16 de junho de 2009

MEU NOME É... EMILIA






Olá.
Sou uma pessoa engraçada, gosto de conversar e sou bem-disposta por natureza.

Quando passo, meus passos são divertidos, ainda não acabei de dar outro e sinto os dedos do pé a rir… de contente.

Eu acho graça a tudo, e até ao que não tem, eu própria arranjo maneira de ela sair aos saltos, em soluços e alguns engasgos de tanto rir e fazer gargalhar.
Eu sou assim.

Dizem, que quando vim a este mundo, vi passar o Chaplin com aquele andar desajeitado e aquela bengala que ele usava como arma para bater nas avenidas, e andar tão elegante com aquelas barbatanas que eram aqueles sapatos… era tão vaidoso que ao olhar para trás… ao dar um passo dos meus – zás!
Caiu num buraco.
Aquilo é que eu me ria.

Por isso se vocês estiverem a olhar para mim, e o vosso semblante denotar seriedade, não pensem que estou a fazer troça… é que, quanto mais sério estiverem, mais vontade me dá de rir… sabem, é que eu vejo em vós… o rosto do Charles desapontado, quando cai no buraco.
Não sejam tão sérios, acompanhem-me, riam-se… comigo.







Pelas feições do rosto, ao abrir o livro do amor… ficou desapontada?
Eu e todos que a conhecem, nunca a viram tão séria, não acham estranho, aquela cara vincada?
Que estaria lá escrito?
Algum ramo que falta lá no seu jardim, onde antes era uma flor?

Quem a conhece, sabe que é uma mulher simples e adorável, mas agora que a vejo parece ter um ar aflito, embora esteja sentada e seja incansável, está bonita com aquele ar de bebé mimada; e embora esteja muito bem no retrato, há ali qualquer coisa que falta…

Aquele esgar, transformado num sorriso de uma ponta a outra… começo achar que parecem as ondas a saltar no mar, mais a condizer com o ser em questão.

Depois, abrir o som musicado da sua voz, a querer dizer que é o amor que tem no coração, e o sorriso, a alma simples e pura da sua graça, ao som de uma espontânea gargalhada.

Meu nome é… Emília.















terça-feira, 26 de maio de 2009

MEU NOME É... LUIS


 
Olá.
Sou um rapaz com um falar influente, tenho um bom repertório, toda a gente me dá atenção, dou realce aos pronomes e adjectivos, e se por acaso ninguém entende, eu emprego verbos e substantivos e se pelo meio falta uma palavra, penso uns segundos murmurando…

E sai-me tudo seguido como um fado num canto.

Tenho um aspecto robusto e saudável e não tenho problemas com o garfo e a mão. Aliás, quando passo na rua à tardinha, há mulheres que não resistem e até gostavam para lá do olhar do rosto, sentir o meu bojo e o bater do meu coração por entre um prato, uns copos e umas dicas…

É como dizer:
 «Estou nas minhas sete quintas!».

E falar com a “emoção” a tremer:
«Caía que nem ginjas!».


 
Palavras para quê?
Acordem mulheres!
Vocês às vezes não se juntam num dia qualquer do ano, depois de um bom jantar mano a mano, com uma boa garrafa de néctar, assistir a um desfile másculo, vibrando por entre assobios, aplausos e um cigarro cúmplice, e despirem com os olhos, a natureza do vosso príncipe?

Pois está aí um desses rapazes, que é modelo nato.
 Já viram aquela posição, o perfil visto daquele lado?

No próximo jantar, não se esqueçam, vai ser fixe…
 É pô-lo em cima da mesa a fazer striptease.

Naquela atitude e jeito, não acham… está à espera que vocês lhe façam o pedido, aquela quietude de camisa aberta no peito com olhar masculino?

Meu nome é… Luís.















terça-feira, 28 de abril de 2009

MEU NOME É... SANDRA




Olá.
Tenho uns olhos bem bonitos, fazem lembrar a cor das azeitonas nas oliveiras; um rosto corado pelas boas cores que emana, um sorriso que encanta e acolhe quem dele participa, minha voz quente e simples de mulher querida.

 Sou de um discernimento acima da média, mulher que desperta para a vida, tendo os olhos como sinal tecnológico, um radar que o encéfalo capta e o sinal intermitente, por ondas e vasos sanguíneos… que do coração ao cérebro não tem nada que enganar – é mesmo inteligente.

Sou sossegada e participativa, e quando encontro alguém, acho interessante, é sempre uma pessoa distinta, uma nova maneira de ser, diferente.

Participar, é dar um pouco de nós, compreender a outra parte, não ser redutor e influenciável por outras vozes, quando somos a outra parte e a outra metade de nós, somos autónomos, pensamos pela nossa cabeça, somos com certeza uma pessoa melhor, com princípios que uma pessoa de bem deve ter, caminhando, amar sorrindo.







Como eu costumo dizer, palavras para quê?

Com um sorriso do tamanho do mundo, e um rosto afogueado pelo calor que irradia, é com certeza um rosto duma mulher bonita, um coração que incendeia a chama na sua vinda, abraça a Terra com um sorriso, e gosta da ciência, apaixonada pelas coisas da existência… que mulher linda!

Aqueles olhos são favos de mel, doces de amor, presentes para o seu amado… pintados num rosto belo… com um pincel.
Há homens com sorte, que diabo!
Não sabem dar o devido valor, acordam naquele sobressalto… quando olham para o lado, não está… se ela for… também vou para lá…

Vêem a falta que aqueles olhos fazem?
A alegria daquelas faces?

 O sentir-se sozinho é estar na outra margem, sentir falta daquelas partes… Alma gémea, companheira dos seus passos, na morte e na vida efémera, feita daqueles traços…

Meu nome é… Sandra.
















quarta-feira, 25 de março de 2009

MEU NOME É... DUARTE





Olá.
Perco-me a rir quando estou no meio de amigos, sinto um pouco a vida, tenho razões para isso, e às vezes deixo correr uma lágrima escondida, mas tirando esses percalços sou no geral uma pessoa alegre.

Dou muito valor à amizade quando é sincera, não gosto da má-língua, e meus passos demonstram a segurança que me define como uma pessoa sincera.

Sou um sujeito calmo, gosto de conversar com pessoas que me dêem afecto, que compreendam aquilo que eu digo; por vezes afasto-me, preciso de espaço, o meu coração tem apertos, é sofrido pela comoção de alguns casos que não posso evitar, fazem parte da vida, e do que eu faço… ao caminhar com as vidas que tenho a meu lado.






 
Elas são a razão de eu existir, são o sangue do meu sangue, são os rios, as nascentes da minha esperança, são as formas e os caminhos, os passos que Deus guia e traz na minha companhia, e um dia… na sua luz, serão abençoados.


É dever meu, continuar, o pisar do chão que eu piso, a arma que levo no coração, será o dia após outro dia, a coragem de enfrentar, a mão estendida, abraçar a minha cruz, por mais que ela me faça sofrer por amor.

Às vezes chamam-me à parte…
Gritem comigo…
Para os amigos!

Meu nome é … Duarte.














terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

MEU NOME É... NEUZA


 
Olá.
Sou uma menina amorosa, e todos me confundem com o nome de uma Deusa, mas isso é, será um dia no meu futuro, agora, apenas me preparo para servir os que amo, dar-lhes tudo, e a Deus entregar a palpitação, todas as vibrações do meu coração.

Serei, mais tarde venturosa, irei viver num paço… porque é lá que vivem as infantas de véu e grinalda, para cuidar das flores mais belas do jardim, as rosas.  

E a mais bela será da princesa florida, sua entrega, a escolha do seu príncipe, o meu docinho, porque amo o meu mais que tudo… e continuar o meu dia-a-dia a fazer o que gosto, a dar aulas de natação, apanhar muita praia, tomar muitos banhos de sol, e deixar meu olhar perdido nas infinitas ondas da imensidade…



 
Gostava de ter um castelo virado para o mar, com uns bons hectares de jardins, detrás, o caminho da floresta, uma fauna silvestre com árvores de grande porte, ensombrando o sol… Para me refrescar na sombra de um verão quente.

Gostava de viver nos tempos medievais, em que havia reis e rainhas, o andar a cavalo de vestidos dourados, brilhantes, e ao domingo, com o meu amado, participar na caça ao porco-espinho, sentir a emoção entre aquele vivente, agarrar o existir com o focinho e os dentes grunhindo…

Gostava de viver no tempo desses senhores… mas tinha de haver uma piscina, onde pudesse ensinar meninos e meninas, a serem nobres nadadores, para salvar do mar os valentes marinheiros, e eu pudesse fazer das águas o meu modo de vida, a tempo inteiro.

Meu nome é… Neuza

















quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

MEU NOME É... TINA




Olá.
Meu rosto tem uma fisionomia de longevidade, derivada de uma anatomia magra, que não deixa encher as cavidades, nem tão pouco mudar de peso, por isso, o retrato de uma menina que não mudou de idade.

Meus lábios têm alguma consistência, carnudos na sua polivalência, parecem recheados de desejos à espera de ser libertos da beleza.

Tenho cabelos escuros, por vezes curtos outros fartos, uns olhos de veludo, expressivos, ondulados pelo balanço do olhar, sedutores quando, dirigidos com o à-vontade e a cumplicidade do meu sorriso, e embora não tenha interesse algum de dominar ou estimular alguém, não consigo evitar de ser eu mesma, na minha forma de olhar.

Também, isso não me preocupa, estou muito bem acompanhada, a minha família é a minha vida, e o meu companheiro, deus do lar.
Sou uma força da natureza, e o meu segredo, o silêncio.

Sou muito pequena no tamanho, mas enorme no recolher, o guardar de um peso, o amar com a certeza, e muito poucos sabem, que o poder das minhas entranhas só a mim diz respeito… mas tenho muito medo. Sou uma boa mãe e os frutos do meu sangue, são a minha razão de viver.








Bem… neste momento exacto, estava concentrada, e para não pensarem que não é verdade, eu até estava de pé… pensando… vocês querem saber?
Mas eu não posso dizer.

Posso divagar um pouco, como se estivesse nas nuvens, com o calor do recinto, estava pensando com amor, nos ardores que as minhas faces têm, quentinha com a camisa branquinha, sem nódoas de cor; pensava nos amigos e nas amigas, naquela noite de jantar e confraternização, pensava que o mundo andava à minha roda, girava numa corrida e não podia parar,

Se sentasse de repente caía, tinha de ser com conta, peso e medida.
Não acreditam?
Vou dizer a verdade, não é nada de especial… pedi para me tirarem esta foto, porque no fim de um jantar, já bem cheiinha, ponho-me de pé, de olhos fechados, para me concentrar… é que eu gosto de REZAR pedindo a Deus por mais uma noite divina, suculenta, pedindo ao deus Baco, que reparta com amor os vapores eternos dos deuses por todos vocês, como repartiu por mim.

Meu nome é… Tina.














terça-feira, 27 de janeiro de 2009

MEU NOME É... MARIA JOSÉ




Olá.
Sou uma pessoa muito emotiva, talvez pela idade que o presente me proporciona, os traços e as linhas, uma via, a estrada dentro duma auto-estrada inquieta, as lombas e as descidas a pique… um marco como ponto de partida.

Gostava de recomeçar a existência, não quero mudar de parentela, mas sinto-me insegura; preciso de alguém que me compreenda, que me estenda uma mão amiga e que me acompanhe sempre, não dê enganos e desilusões repetidas.

Preciso de viver ao pé do mar, sentada nas dunas em cima da areia, abraçada ao olhar as ondas do oceano, alguém que me venha segredar ao ouvido as palavras que tenho esperado tanto, que me siga para onde vou, que cuide de mim e sinta que também posso retribuir, juntos cuidando dum só, substituindo a solidão, dois caminhos numa linha única, me dê a mão, e no fim, para sempre… siga o meu rumo de mulher interrompida.

Às vezes, temos o nosso destino tão perto definido, mas como não temos coragem ou temos medo de novo ser rejeitados, seguimos angustiados o nosso abismo em queda livre, esperando bater no fundo… mas enquanto há vida - há esperança! Mínima que seja, dá aquela sensação que ainda nada está perdido… no momento oportuno, um sorriso, uma palavra amiga e o convite… tem de partir de mim quando ganhar confiança e uma nova vontade de viver, recomeçando.






Que sorriso belo!

Um cabelo com raios de sol, congénitos, higiénicos, bonitos com uma mistura de fogo, irradiando feixes dum carinho solto, quando o olhar é feliz e despreocupado.

 É uma mulher linda, preparada naquela luz de felicidade, para enfrentar todas as adversidades que se lhe deparam, e ainda amar, rodeando de carinho e ternura, os seres que lhe estão próximos e chegados.

E, na verdade, não há nada mais importante na vida de uma mulher… A família, os seus filhos, os doces da sua vida que protege como uma mãe galinha, e a seguem na vida inteira, por não a quererem abandonada.

Não há amor mais bonito que o amor duma mãe, e um abraço dum filho benquisto, com sua protectora abraçada e um beijo de mãe amada.

Meu nome é… Maria José.