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domingo, 23 de janeiro de 2005

GÉNESE ESPÍRITA








GÉNESE ESPÍRITA




Há encontros humanamente cósmicos que dependem da perfeição ou então… da imperfeição dos grãos espalhados na areia que antes de serem rochas de várias
espécies se tornaram partículas do Universo e implodiram noutros lugares como este…

Vieram incrustados como células dentre as cidades e o mar, e nos tornaram espíritos
na Pedra, vagueando como os sem abrigo na Terra, errantes, sem telhados de vidro, luminosos espelhos do estrelecer… chamas da vida, algures noutras formas de ser humanidade, extra gente não terrena, novas formas de ser - acasos do amanhecer.

Sei que nos rodeiam, vivem de humanos vividos, somos iguais, insanos no espírito…
mas para ser sincero, nunca me preocupo com assuntos deste género… só lhes dou as importâncias que têm no momento.
Como tudo na vida - um a seguir ao outro como a noite e o dia, um segundo luzente ou um século morto, um dia a menos ou a mais do ente, Eterno viver amorfo com cheiro a mofo, do pó secular eternamente, se desvanece em nuvens de imagens longínquas...













quarta-feira, 29 de dezembro de 2004

AMAR-TE COMO UM DEUS AMIGO






AMAR-TE COMO 
UM DEUS AMIGO



Sensibilidade que não desminta
ou parecença que não vai aqui…
o que vai dentro do sinto em mim
é semelhança de ti que nunca desdiga

É não poder que possa adquiri-lo …

/Amar-te como um Deus amigo/

É tristeza que vai mistura no meu
do olhar viciado com modorra ao teu.

É uma dor que tem um título
de algo que é duma vida inteira
que arde em qualquer sitio…
mesmo que eu não queira.

Como eu gostava de dizer: Amor!
Pregando aos sete ventos: Amo-te!

Paixão e delírio em furor
com a voz embargada de emoção
abraçar-te com uma e outra mão!

Beijar-te eternamente, dando-me.

 











quinta-feira, 18 de novembro de 2004

MENTE OCUPADA








MENTE OCUPADA





Cogitar… como posso?

Levo a mente toda ocupada
de algo que não há lugar
sem consciente liberto
perdido de teu pensamento.

Quando acordo, penso
e logo vens tu tremendamente
do contínuo sonho do sono
seguido do ininterrupto dia
lembrando o tempo do segundo.

E eu pergunto como retribuis,
inserida de corpo
numa calada alma,
como se o mundo fossem dois
no sítio onde não existe mais ninguém…

Caminhando, levo-te colada
num perpétuo sonho irreal
com olhar de teu sorriso
imaginando o paraíso
com rostos que são o teu.

E por onde quer que ande
transportas como eu
em infinitas máscaras
o retrato do nosso fantasma
num cérebro recordado.

E…
comigo trago teu rosto
e o meu levas no teu…

E não há tempo para mais nada.


















quinta-feira, 21 de outubro de 2004

NA SAUDADE






NA SAUDADE



Quero sentir, não sofrer,
o que sinto não entender.

 Viver parecido não quero.
Perceber o palpitar do ser
a quem o corpo entrego…

Sem o ser de ti nado-vivo.

Na realidade, pouco a pouco
quero adormecer.

Sem ti, sem amar,
não sonho…

Parece que vou morrer!

E ao acordar…?
Morro!

Na saudade…