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terça-feira, 15 de abril de 2014

BUSCA DE NÓS AOS “EUS”





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BUSCA DE NÓS AOS “EUS”








Uma voz no “face”
uma dor no coração, estranheza,
tantos anos… depois surpresa.

Vasilhame de carne ardente
agora mulher incandescente.

Surgir assim, como pode?
A angústia de um toque
sob palavras de amigo,
e a paz num mundo bonito.
É  como um cântico de leite
um sopro de pó…
um antes sempre só.

Matizados pensamentos? Tantos…
sofrimentos entre recantos…

Mas o fim do dia chega.
E essa cara lavada
torna a minha tristeza,
o choque, e depois nada.

Aqui rola uma lágrima
espremida duma cascata,
de lá sai uma alegria
que não vê triste companhia.

Resignada comiseração
a tanto se adapta o coração.
Aquela minha prisão desiste
se quebra, e me sinto livre.


Depois de tanto tempo
um faz de conta que não conta
alivio que voa com o vento...
a  humanidade indo na sombra.

Mas aqui um novo” look”
à demanda da importância,
banal com olhos de facebook
faz-se à vida, continua...

Um níveo rosto sem inconstância
e o mundo do face ao desfrute…
o vício dos rostos, nada recua…




/Para ti Leonor/












sábado, 8 de março de 2014

SEM DENODO







SEM DENODO





Pensei que eras tu
o  espaldar do corpo
alma sofrida…
o sinal do conforto
a condiscípula da vida.

Pensei que eras tu
plangência diabólica,
misérrimo vodu
parábola incómoda…
perdido passo no mundo
orneio que não busco.

Pensei que eras tu…
e novo remoçado padecimento
acoitou afligido bruxo,
quedou no murmurar do espavento
desgrenhado espírito que aturdo.

Pensei que eras tu
engano insólito,
escusa fraco modo.
Sou eu, patético muco.
















segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

ACONTECE





ACONTECE




Não adianta ter a certeza
não é efectivamente…

O desejo treme sem firmeza
o outro lado não sente…

O trilho segue deserto

Não  é proveitoso forçar
não basta antes de amar…
tudo cai misérrimo.

Não chega tanta exactidão
não é desespero realmente…

A vontade titubeia a cerca
e amor sem paixão?

Não aproxima tanta pena
ninguém cede…

Um sente perdidamente
o outro não é verdadeiramente…

Acontece.