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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

AO MORRER II








AO MORRER

II



A morte não escolhe a porta…o espírito foge da matéria morta, não se convenceu ainda que não morre. Ao morrer partimos sem volta.
Andamos… não convencidos vagueamos.

A capa usada é a substância descartável de tal sorte se torna nosso parente com a idade.
Exímia na sua aventura eterna, usurpador de corpos pelos séculos fora… na nossa alma perpétua, abala, quando se prepara para ir embora.

O dia no mês com milhões de anos, os séculos de mistérios… que segredos mais antigos os mundos de muros incertos?
Se desvendam... que fórmulas com significado mágico existem?
… que os deuses escondem e insistem… fartos que estão do calendário do tempo, por serem intemporais, se admiram da morte ser mais eterna, o milagre de morrer ao ressuscitar, coisas dos mortais…

Que coisa estranha esta vida!
Mil e um pensamentos, tanta coisa bonita!
E não há sentir que aconteça por mais belo ou triste que seja, que não acabe no morrer vivo, no falecer do existir tido.














quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

VIVENDO SONHO III




VIVENDO SONHO

III






Ao adormecer coabito vigilante…

De nova ilusão, ando como um sonâmbulo - desperto, ao sonhar acordado.

Levanto-me da alcova entorpecido, buscando caminhos soltos por entre nuvens almofadadas, encurtando atalhos de poeiras molhados, que me embalam no ar invicto, sem vislumbre de pensamentos  que queiram despertar no céu da mente.

Voo ao som do incitador que guia hipnotizadas imagens…
Continuo a sonhar de tantos devaneios que passam…

Passo a insígnia com o número fadado marcadamente destino, guardado no interior do coração sob um cofre negro, que simboliza a chave escondida por debaixo do código de acesso.

Os patamares misteriosos que me permitem sonharem, e encontrar nublados amores de antigas paixões, rodeado de sensações que nos cercam, e sentimentos que nos dão uma mente apaixonada… não passam de augustas quimeras.

Envolto nos afazeres da máquina social, novamente adormento, embalado na utopia que é o estrépito do ruído ameaçando os tímpanos, barulhos de trompas que anunciaram o começo elaborado como organização da humanidade - E o fim da liberdade do pensamento, ao magicar na maneira de meditar.