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segunda-feira, 14 de abril de 1997

DE... MEU IRMÃO

 







  DE… MEU IRMÃO




Às vezes sonho com ele.

Pressinto o eco pingo de uma gota d’água,
lusco-fusco de um fosco baço

Um pisco pisca num espelho sem forma definida

Um treme-treme arco-íris…
numa alma colorida

Fantasma da minha fantasia

Peão de meus passos.















segunda-feira, 10 de março de 1997

DE MEU IRMÃO





DE MEU IRMÃO






Que missão pode um ser desempenhar neste mundo imenso… Deus chega, é suficiente razão? Partir numa tão breve passagem, voltar em tão curto espaço de tempo ou há algo mais verdadeiro… tem explicação? 

Que ser é este…palpita e não cede a existência?
Porque gosta tanto assim de sentir o tinir que o faz sentir vivo, ou os laços que unem o mesmo espírito como gémeos verdadeiros existentes na mesma pele do pensamento… o que dá força imortal para ser nas duas partes da gente, ou serão dois irmãos parecidos  num só mundo dividido… qual deles o mais real?

Que faz viver entre a noite e o dia solitário, sem claridade nem escuridão, perfeitos na ligação, senão o vazio ou a liberdade do sentir sem ninguém a seu lado…?
Únicos, estão unidos como a composição da rocha, sem declives nem desgaste, incompletos na formação de um sem outro.

Juntos podem sobreviver numa parte fora d’outra…

Se um cessa, o outro morre, deixam de ser um par, duas almas num corpo…um só envolto.












segunda-feira, 10 de fevereiro de 1997

DE MINHA MÃE






DE MINHA MÃE





Por entre aconchego e ajeitamento de lençóis, senti um dia ao adormecer, beijos que eram doce mel aos caracóis, amor que vinha solto de carícias, e a ternura das mãos faziam em mim estremecer… soltar delícias. E de lábios meus, sorrisos vindos da estrela de Belém, sentimentos ternos pairavam na voz dos “eus”, afecto profundo, linguagem de mãe, eco do meu mundo.






Beijarei teus olhos, teus pés,
Beijarei tuas mãos, teu ventre
Te amarei na eternidade até…
Te chamarei mãe para sempre.





















segunda-feira, 6 de janeiro de 1997

AMOR DE MÃE








AMOR DE MÃE



… Amor há só um.
Teu pai, eu e tu – mais nenhum.
Sabes donde vem?

- Quem sabe mãezinha… Quem?

Só o eco além…
essa outra voz que não diz a ninguém,
nem a mim que tenho voz de mãe.

- É giro o amor… e eu mãezinha?

Não penses, não vês?
Natureza, vida, amor, nós três!
Não acreditas, pois então?

- Talvez mãezinha, talvez…
mas conta-me lá outra vez
como é mãezinha, como é?

Amor há só um – de vez.