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segunda-feira, 12 de maio de 1997

DE MIM








MOSCAVIDE


DE MIM




Porque acordo neste envoltório, amando outro corpo, oferecido e não estranho? Que antes de ter sido, foi ser o que foi… e sou, sobrenome dum irmão germano.




Eu, sou gémeo que me invento
“Eu”, sou balança de corpo isento
Um e outro irmão, sou omnipresente…
Sou eu, e "eu" não sou quem de mim sente.




“Matéria inocente, me tornei parte aquém de Odin, estereotipia de mim… sentindo que era, donde sem saber donde, quimera solta por onde o mundo fôra - livre sim.”
















segunda-feira, 14 de abril de 1997

DE... MEU IRMÃO

 







  DE… MEU IRMÃO




Às vezes sonho com ele.

Pressinto o eco pingo de uma gota d’água,
lusco-fusco de um fosco baço

Um pisco pisca num espelho sem forma definida

Um treme-treme arco-íris…
numa alma colorida

Fantasma da minha fantasia

Peão de meus passos.















segunda-feira, 10 de março de 1997

DE MEU IRMÃO





DE MEU IRMÃO






Que missão pode um ser desempenhar neste mundo imenso… Deus chega, é suficiente razão? Partir numa tão breve passagem, voltar em tão curto espaço de tempo ou há algo mais verdadeiro… tem explicação? 

Que ser é este…palpita e não cede a existência?
Porque gosta tanto assim de sentir o tinir que o faz sentir vivo, ou os laços que unem o mesmo espírito como gémeos verdadeiros existentes na mesma pele do pensamento… o que dá força imortal para ser nas duas partes da gente, ou serão dois irmãos parecidos  num só mundo dividido… qual deles o mais real?

Que faz viver entre a noite e o dia solitário, sem claridade nem escuridão, perfeitos na ligação, senão o vazio ou a liberdade do sentir sem ninguém a seu lado…?
Únicos, estão unidos como a composição da rocha, sem declives nem desgaste, incompletos na formação de um sem outro.

Juntos podem sobreviver numa parte fora d’outra…

Se um cessa, o outro morre, deixam de ser um par, duas almas num corpo…um só envolto.